quarta-feira, 2 de março de 2011

Das lidas e campereadas - Marcio Ribeiro

Gemendo e em pranto fui de manso saindo,

De onde queria ficar, ou jamais ter sido porteira adentro lançado,
Laçado pelo destino, rendido ao desconhecido,
Feito gente, feito o que crê adorno do Celeste.

Como estrela cadente que se lança céu abaixo, assim sou eu,
Falível ser, guerreando contra as ameaças do não-ser,
Sucateado nas lidas, cheirando ainda, a aurora da vida,
Vezes querida, pedra que se lapida,
Outrora temida, ferro que trepida.

Prostrado, sou apenas cisco que de ti caiu,
Espelho sujo, reflexo incerto, convexo procurando conserto,
Consertar-me, ah nem sei de que, nem sei para que,
Pois nas horas de pranto, nem sequer um canto,
Arrisco tecer, pois pra mim lucro é o morrer.
Sim! E estar junto ao Eterno,
Sem perder tempo, sem perder um sequer alento,
Afago em criança, beijo apaixonado na morena,

Pro fim, avisto a velha Estância, que um dia deixei, Pátria minha.
Então direi: - Levantai oh porteiras da minh’alma,
Para que entre o laçador que me deu vitória,
Cristo-Javé, Sopro impetuoso, Grande Rei da Glória.



Marcio Ribeiro 48 9957 0694


http://marcioribeiro75.blogspot.com/

4 comentários:

Anônimo disse...

Linda e profunda a tua poesia, Márcio.
Parabéns!
Lílian Manara.

Marcio RIbeiro disse...

Valew Lilian ... Grande abraç(o___

Vera Portella disse...

Marcio...quero dizer te o quanto gostei...o quanto me emocionou seu poema!!! Nosso blog presisa de alimento iguais a esse, sincero profundo, divino. e tambem agradescer sinceramente o comentário tão puro que recebi seu. um abraço da vera portella

Marcio RIbeiro disse...

Obrigado ... estou empolgado com a ACPCC ... mto bom esse espaço !!! Abraç(o___ a todos !!!