quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Na prisão com versos - Marcio Ribeiro

Quando consigo ser eu, já não sou.
És Tu, eterno em meu querer,
Quando de longe me vejo, no sujo ser que pareço,
Pereço, pois sou e não sou,
Mesmo querendo fugir do apreço do ego.

Refém dos versos, submerso na paisagem da vida,
Tenho minha lida, desejada e perseguida,
Buscar e encontrar-te são desejos infindos,
Refletir sobre teu rosto, fugir do oposto,
Navegar em mares conhecidos, pleitear e ser adorno.

Essa é a busca que de manso vou almejando,
Desejando no seio da tua promessa,
O reencontro, por mais feito teatro,
Sou desejo e sou fraco, embebido no teu abraço,
Nem por isso desisto da lida dos meus traços.

Quero aquietar-me e no devaneio deste mundo
Ir ao profundo de meu ser, pois lá certamente te encontrarei.

3 comentários:

Anônimo disse...

Márcio, profunda e emocionante a tua poesia.
Parabéns!
Lílian Manara

Marcio RIbeiro disse...

Obrigado Lilian ... a cada dia o pão nosso nos é dado !!! E vamos compartindo !!! Grande abraç(o_____

Marcio RIbeiro disse...

E obrigado a todos pela oportunidade de "sair da caverna" ... A ACPCC é uma grande janela ... onde enxergamos a nós mesmos e melhor que isso ... os outros !!! Parabéns !!!