quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Indiferença - Andrea Campos

Dia após dia surge, em nossos corações



uma incerteza que cresce, grita e transborda


fazendo brotar um espaço entre nós.


Repensamos, corremos, quase nos atropelamos


e esta incerteza crescente magoa,


não deixando que o amor surja.


Confiança que vem e vai,


um medo tão ameaçador de se entregar,


de aceitar o que é diferente,


que se torna em indiferença,


medo este que só afasta, abala,


maltrata, magoa e destrói aquilo


que num sorriso amigo,


num olhar sereno brotava


como uma flor em um imenso campo verde.


A chuva vem, molhando suas pétalas sensíveis


que persistem em permanecer,


acreditando que o amanhã será melhor,


mas anoitece e o orvalho cai na madrugada


trazendo na solidão a indiferença.


Ao amanhecer, a flor permanece lá, solitária, intacta.


Dias se passam até que alguém perceba


a beleza da flor e a colhe para entregá-la


ao seu grande amor, e aquela flor


que pensava ser indiferente


faz diferença em um mundo necessitado de amor.

4 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, Andrea, que profundo o que escreveste.
Me pegou bem no coração e mexeu comigo.
Obrigada!
Abraço,
Lílian Barreto Manara

Anônimo disse...

Obrigada pelo comentario.
Fico feliz que tenhas gostado.

Andrea

Susana disse...

Cara Andrea, nada como uma flor, simples e bela, perfumada e natural para encantar a todos. Diante dela a indiferança se desfaz,pois "faz diferença em um mundo necessitado de amor".
Parabéns!!

Augusto disse...

Olá Andrea
Quando nos dará a honra de declamar este poema em uma das reuniões da ACPCC. A propósito, a próxima é dia 11 de setembro.
Augusto