terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Coração Gelado - Neide Helena Lopes de Carvalho


Tarde escura e fria...
Que melancolia!
Árvores balançando ao vento...
Que desalento!
Ruas desertas... Céu nublado...
Pássaros mudos... Mar agitado...
Meus cabelos ao vento voando...
Lágrimas em meu rosto rolando...
Estou chorando...
E de um abraço precisando.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

APENAS UM NATAL - Susana Zilli

Natal de Noel
Natal de fartura
De mesa pronta
Sem muita frescura.

Natal de tantos anos
De jovens e velhos
De animais pelas ruas
De alegrias e enganos.

Árvore de Natal
Com brilho e luz
Retrata o sorriso
Do menino Jesus?


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

De onde vem este amor - Deyse de Abreu Teodoro


De onde vem este amor
Que  acende meu dia
Me contraria
Me traz alegria 
Me faz demente
Toda carente
Até impudente
Que por ti espera se desespera

De onde vem este amor 
Que me põe nas alturas promete loucuras
Que me faz feliz com tudo que diz
Que me faz gargalhar com vontade de amar
Que me põe vaidosa
Dengosa sestrosa
Me faz perder a cabeça
De onde vem este amor
De menina travessa
Preciso saber
 Antes que eu enlouqueça.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Alcedo Maciel - DEVANEIOS – IV

Sou como um náufrago perdido na imensidão do oceano.


Pendurado na abóboda celeste, navego à deriva, sem destino.


No vazio desta tremenda solidão, pergunto às estrelas:


Qual a corrente que me trará de volta para mim ?


Ah!... Porque, sim, ela virá, com certeza.


E, num átimo de segundo,


Me arrebatará para o infinito dos céus.


E lá, acima dos ventos, das chuvas e das nuvens, olharei para mim.


E rirei da mesquinhez dos meus desejos;


Dos tempos do querer; do ter sem possuir.


Meu olhar sereno se derramará sobre ti.


És o que sobrou desta viagem louca pela Terra.


Em teu colo descansará minha cabeça.


Tuas mãos recolherão minhas lágrimas.


E eu serei feliz por mim...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pensamento de Inês Carmelita Lohn

Por menor que seja a chama de uma luz, sempre indica um novo recomeçar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bala de Goma - Marta Eliane Carvalho

Bala, balas, muitas balas

Azuis, amarelas, vermelhas

Verdes, brancas e lilás


A vovó descobriu como se faz.


Quadradas, redondas, triangulares


Já vi em alguns lugares.


Em gotas, corações, em estrelinhas


Como em sopa de letrinhas:


Em A, em B, em C,


Chegando até ao Z.


Açucaradas, brilhantes,


Deliciosas e macias


Não há quem não coma


Bala de goma


Vai prá lá


Vem pra cá


Assim de repente, ela cola no dente


Estica aqui,


Encolhe ali,


Ela cola no céu da boca, uma coisa louca


Doce lembrança de criança, com gostinho de infância


Quero mais uma pra mim,


Quero mais uma, quero sim.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Festa de Encerramento da ACPCC na casa de Rosa DeSouza

Festa Parte 1:
Preparativos:

Augusto chegando com as lembrancinhas aos associados

Somos cinco até agora: Augusto, Susana, Odete, Daniel e Inês (fotografando)

Chegou a festeira Margarete e se juntou a nós

Mais um associado chegou, agora a Sueli (foto de Margarete)

A Odete não para de falar. Está bem feliz e nós também com a presença dela

Quem chegou agora foi a Dora com sua sombrinha. Ou seria um guarda sol?

Margarete e a sombrinha da Dora




Odete, Sueli, a sombrinha da Dora e quem será que está se escondendo?

Odete, Sueli, a sombrinha da Dora (descobriram quem estava escondido?) e Daniel

Margarete e Daniel (e claro a sombinha da Dora) para colocar ciúmes na dona Eloá


Hora de embarcar para ir para a casa de Rosa DeSouza

Parte 2
Recreação
Sueli dando um baile de sinuca no Sinval

Muito taco e pouco jogo. Aliás jogo difícil de assistir
Parte 3
Alimentando o corpo
Sinval atento às piadas da Margarete

Augusto rapando o prato preparado pela dona Eloá e levado pelo querido Daniel.
Da próxima vez está intimada em levar um maior

Cristina e Jocel

Sueli depois do almoço. Só sobraram os ossos

Daniel não largou o prato

A comida estava tão boa que a Deyse lambeu até o prato para repetir
Parte 4
Fosto da Árvore de Natal

Susaza, Inês e Bete Ossyg

Bete

Parte 5
Alimentando a alma com poemas e histórias



















sábado, 4 de dezembro de 2010

Texto de Vera Portella

O amor, neste mundo, cada vez mais rareia , perdeu da rocha a consistência, transformou-se em areia.

Por isso, quando algum coração por ti bater mais apressado , não despreza o doce impulso, seja ele recompensado. Um aceno, um olhar, um suave aperto de mãos, num abraço, num beijo, te entrega sem restrição. E se o amor queima nas veias, e teu coração bate mais forte, dá o colo, entrega o seio, da felicidade o passaporte. E se a paixão despertou, e excitante calor te aviva que o amor não vire areia, mas seja rocha em tua vida!


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quero um amor - Rosa Pignataro

Quero alguém que fale pouco,
mas com o seu silêncio possa dizer muito.

Quero alguém que não me faça promessas,
mas com os pequenos gestos demostre o seu amor.

Não quero alguém que enxuge as minhas lágrimas,
mas sim, alguém que não me faça chorar.

Não quero alguém que me faça cobranças,
mas alguém que me compreenda e me ame.