Quem irá entender
A alma de um poeta,
Que é capaz de chorar
Quando sorri,
Que ama a vida,
Os amores,
E os dissabores.
Rejeita o impossível,
Aceita o desafio
Na sua grandiosidade.
Vive de pensamentos
E de cada momento
Resta apenas
Uma saudade.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mestre da Vida - Susana Zilli
Mãos de sabedoria,
Palavras aladas significativas,
O mestre me conduz
Ao paraíso das letras.
Não és mestre por acaso,
Nem pelo ofício,
Nem pela filosofia,
És mestre da vida,
Do aprendizado de cada dia.
Palavras aladas significativas,
O mestre me conduz
Ao paraíso das letras.
Não és mestre por acaso,
Nem pelo ofício,
Nem pela filosofia,
És mestre da vida,
Do aprendizado de cada dia.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Manhã de Primavera - Suzana Zilli
MANHÃ DE PRIMAVERA
Manhã de primavera acolhe-me,
Quero que a tua felicidade
Me embriague,
Que o teu sorriso
Me faça chorar de alegria.
Toca-me a alma,
Entrega-me as flores
Para eu te dar,
Respirando teu verde,
Deixando-me seduzir
Com a tua beleza.
Pulsando meu coração,
Lançando-me nas águas,
Fazendo-me pássaro livre
Nesta manhã de setembro.
Manhã de primavera acolhe-me,
Quero que a tua felicidade
Me embriague,
Que o teu sorriso
Me faça chorar de alegria.
Toca-me a alma,
Entrega-me as flores
Para eu te dar,
Respirando teu verde,
Deixando-me seduzir
Com a tua beleza.
Pulsando meu coração,
Lançando-me nas águas,
Fazendo-me pássaro livre
Nesta manhã de setembro.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Quisera - Deyse de Abreu Teodoro
Quisera que você fosse
esta brisa leve e doce
que brinca no meu cabelo.
Quisera. Como dizê-lo?
Quisera que você fosse
a música que o vento trouxe
e soprou nos meus ouvidos,
tocou fundo em minha alma
sem mexer com meus sentidos.
Quisera que você fosse
um perfume, um poema,
uma grande inspiração,
da minha canção o tema,
da minha vida a razão.
Mas, você
é esta urgência,
esta estranha demência
sempre que estou em seus braços;
e quando você me abraça
dizendo o que sempre diz,
eu deliro, enlouqueço
nos seus braços, desfaleço
e só assim sou feliz
esta brisa leve e doce
que brinca no meu cabelo.
Quisera. Como dizê-lo?
Quisera que você fosse
a música que o vento trouxe
e soprou nos meus ouvidos,
tocou fundo em minha alma
sem mexer com meus sentidos.
Quisera que você fosse
um perfume, um poema,
uma grande inspiração,
da minha canção o tema,
da minha vida a razão.
Mas, você
é esta urgência,
esta estranha demência
sempre que estou em seus braços;
e quando você me abraça
dizendo o que sempre diz,
eu deliro, enlouqueço
nos seus braços, desfaleço
e só assim sou feliz
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Absurdo - Leninha Padilha
Absurdo
É absurdo pensar em ti?
Não. Absurdo é não te amar!
Absurdo é sonhar e não querer acordar!
Absurdo é não te querer
Enquanto os instantes não passam
espero cedo a noite chegar
Os ponteiros apressam-se
Entendem que desejo te amar
A noite corre feito louca atrás do dia
Enquanto eu fico aqui estagnada
Pensando que posso ser tudo ou nada
E para ti ... A vida continua...
poetisa convidada de Natal -RN
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Mar - Rita de Cássia Padoin
Mar
As águas do mar batem nas pedras e estouram...
O espetáculo explode e tudo fica silencioso
Sentada sobre a pedra estou
Sentindo o mundo ao meu redor girar
Meu coração pulsa forte
Escuto seus clamores
Fecho os olhos e sinto o cheiro da maresia...
O vento bate no meu rosto
Vejo o quanto é maravilhoso viver
O quanto vale a pena estar viva
Isso faz com que eu não pare de lutar
Meu coração se acalma
Tudo fica silencioso
A gaivota grita
Dizendo o quanto está feliz
E o silencio volta a reinar
A paz chega e fica por ali
Fazendo-me companhia.
Rita de Cássia Padoin é poetisa convidada
As águas do mar batem nas pedras e estouram...
O espetáculo explode e tudo fica silencioso
Sentada sobre a pedra estou
Sentindo o mundo ao meu redor girar
Meu coração pulsa forte
Escuto seus clamores
Fecho os olhos e sinto o cheiro da maresia...
O vento bate no meu rosto
Vejo o quanto é maravilhoso viver
O quanto vale a pena estar viva
Isso faz com que eu não pare de lutar
Meu coração se acalma
Tudo fica silencioso
A gaivota grita
Dizendo o quanto está feliz
E o silencio volta a reinar
A paz chega e fica por ali
Fazendo-me companhia.
Rita de Cássia Padoin é poetisa convidada
sábado, 1 de agosto de 2009
Lembrando - Ivan de Paulo Jacintho
Lembrando
Eu faço versos como se fosse esculhambação. Mas hoje não é
dia dos namorados mas quis dizer que tenho um presentinho
para por nas tuas mãos. Já começou esses teus olhos de plena
desconfiança! Será que só eu não posso brincar? Adivinhas, amor!
Sua boba! É uma flor! Só por causa da idade é que
não se pode mais brincar com ou sem seriedade!
Esse teu corpo, mesmo não banhado me põe chancela de tarado.
Mesmo que isso me arranhe, estava lembrando da sambista, tua mãe.
Nas zonas do Recife, o fedor horrível de mijo, nas esquinas escuras,
nas noites, era mais dos cachorros dos homens. Areia...areia em que
pisei e não tive receio de gritar porque estava sozinho, e gritei por
prazer de teatro. Não, nunca gritei. Achava isso meio suspeito e
alguém que me visse certamente diria: - É perigoso... poderá ate
estar babando como cachorro doido.
Eu faço versos como se fosse esculhambação. Mas hoje não é
dia dos namorados mas quis dizer que tenho um presentinho
para por nas tuas mãos. Já começou esses teus olhos de plena
desconfiança! Será que só eu não posso brincar? Adivinhas, amor!
Sua boba! É uma flor! Só por causa da idade é que
não se pode mais brincar com ou sem seriedade!
Esse teu corpo, mesmo não banhado me põe chancela de tarado.
Mesmo que isso me arranhe, estava lembrando da sambista, tua mãe.
Nas zonas do Recife, o fedor horrível de mijo, nas esquinas escuras,
nas noites, era mais dos cachorros dos homens. Areia...areia em que
pisei e não tive receio de gritar porque estava sozinho, e gritei por
prazer de teatro. Não, nunca gritei. Achava isso meio suspeito e
alguém que me visse certamente diria: - É perigoso... poderá ate
estar babando como cachorro doido.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Urgência - Augusto de Abreu
É necessário e urgente
Pousarmos em nossa gente
Antes que seja tarde.
Em muitos casos a morte
Já levou muitos dos nossos
Graças aos desgraçados
Dos comandantes da nação
Incompetentes e omissos
Que nada ou pouco fazem
Para melhorar esta situação
Pousarmos em nossa gente
Antes que seja tarde.
Em muitos casos a morte
Já levou muitos dos nossos
Graças aos desgraçados
Dos comandantes da nação
Incompetentes e omissos
Que nada ou pouco fazem
Para melhorar esta situação
quarta-feira, 1 de julho de 2009
parabéns CRISTINA

Parabéns, Cristina, pelo seu aniversário
A seguir o Soneto de Aniversário de Vinicius de Moraes (escrito em azul) e a respostas de Cristina (em vermelho).
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Tudo passa Vinícius O tempo corre sem saber porque...
Amadureçam as ilusões da vida
Hum...minhas ilusões... Umas perdi,outras esqueci,e algumas continuam meninas.
Prossiga ela sempre divididaEntre compensações e desenganos.
Eu diria: Foram muitos os desenganos e imensa as compensações.
Faça-se a carne mais envilecida
O tempo dá conta disso.
Diminuam os bens, cresçam os danos
Já fiz essa equação.
Vença o ideal de andar caminhos planos
Ah eu venci esse desafio.
Melhor que levar tudo de vencida.
Concordo poeta.
Queira-se antes ventura que aventura
Aprendi cedo esse segredo
À medida que a têmpora embranquece
Chegarei lá.
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Não posso
Que grande é este amor meu de criatura
Isso é fato
Que vê envelhecer e não envelhece.
Sinto o que afirmas. Agora vamos brindar poesia, a vida e ao amor: Infinito enquanto dure.
Ah meu poetinha
Também amo nessa diversa realidade
como amigo e como amante
Um amor calmo repleto de saudades
Cheio de liberdade e intenso a cada instante
Sei o que é sentir um amor maciço, concreto e sem virtude
Chamado mistério, que brota do inexplicável da vida
E por amar assim tão loucamente
também hei de morrer
por amar mais do que pude.
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